Atualmente um assunto que está sempre nos tópicos de tendências tecnológicas é a Internet das Coisas (IoT – Internet of Things), mas o que realmente este conceito significa?

É basicamente uma rede de objetos físicos que possuem tecnologia embarcada, sensores, software, conexão em rede e processamento, assim sendo capaz de coletar e transmitir dados. Em outras palavras são dispositivos dotados de certa “inteligência”, podendo ser qualquer objeto, como: uma cafeteira, um celular, uma máquina de lavar, uma geladeira e entre outras coisas. Isto também se aplica até a componentes de máquinas, como por exemplo: o motor a jato de um avião ou uma broca de uma plataforma de petróleo.

É importante salientar o fato de que a ideia não é necessariamente fazer com que você tenha mais um meio para se conectar à Internet, e sim para que a conectividade presente nos objetos possibilite-os a serem mais eficientes e/ou receberem atributos complementares. Nesse sentido, uma geladeira “inteligente” poderia avisar o seu dono quando um alimento está perto de acabar e ao mesmo tempo, pesquisar na web quais mercados oferecem os melhores preços para aquele item.

A conectividade presente nos dispositivos, possibilita o acesso e controle dos mesmo remotamente, por exemplo no ramo da agricultura, a integração de sensores sem fio com aplicativos de agricultura mobile e plataformas em nuvem propiciam a coleta de informações vitais das condições do ambiente, como: temperatura, umidade, índice pluviométrico, velocidade do vento, índice de infestação de pestes e entre outros. Estas informações podem ser utilizadas para refinar e automatizar técnicas agrícolas, auxiliar em tomadas de decisões e consequentemente ajudar na melhora da qualidade e da quantidade de produção, minimizando os riscos e desperdícios.

Se a Internet das Coisas descreve um cenário em que quase tudo está conectado, é claro que há riscos associados. É por essa razão que as convenções que tratam do conceito devem levar em consideração vários parâmetros preventivos e corretivos, especialmente sobre segurança e privacidade.

Imagine os transtornos que uma pessoa teria se o sistema de segurança de sua casa fosse desligado inesperadamente por conta de uma falha de software ou mesmo por uma invasão orquestrada por criminosos virtuais.

Os riscos não são apenas individuais. Pode haver problemas de ordem coletiva. Pense, por exemplo, em uma cidade que tem todos os semáforos conectados. O sistema de gerenciamento de trânsito controla cada um deles de modo inteligente para diminuir congestionamentos, oferecer desvios em vias bloqueadas por acidentes e criar rotas alternativas quando há grandes eventos. Se esse sistema for atacado ou falhar, o trânsito da cidade se tornará um caos em questão de minutos.

Referencial:
ALECRIM, Emerson. O que é Internet das Coisas (Internet of Things)?. Disponível em: <https://www.infowester.com/iot.php>. Acesso em: 29 nov. 2017.
MORGAN, Jacob. A Simple Explanation Of ‘The Internet Of Things’. Disponível em: <https://www.forbes.com/sites/jacobmorgan/2014/05/13/simple-explanation-internet-things-that-anyone-can-understand/#497aa77d1d09>. Acesso em: 29 nov. 2017.